Amamentação: a melhor nutrição para o seu bebê

A lactação segundo Saliba (2008) é uma das maneiras mais eficientes de se atender aos aspectos nutricionais, imunológicos, psicológicos e ao desenvolvimento de uma criança no seu primeiro ano de vida. O autor explica que o leite materno possui características bioquímicas ideais para o crescimento e desenvolvimento da criança porque é por meio do leite materno que o bebê recebe o aporte necessário para um bom desenvolvimento, sendo uma prática saudável tanto para mãe quanto para o filho. (Amaral; Basso apud Saliba, 2009, p. 20)

Dessa forma, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), determinam que crianças com até 6 meses de vida devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais e medicamentos; e que após os 6 meses o aleitamento seja complementado com outros alimentos de forma oportuna e saudável até os 2 anos ou mais. (IBFAN, 2005)

Levando isso em consideração e conforme salienta Campestrini (2006), a substituição do leite materno por leite artificial faz com que ocorra um aumento do número de óbitos de crianças, em torno de 1,5 milhões a cada ano, no mundo; a grande maioria por diarreia, já que em muitos lugares não há água potável para o preparo das mamadeiras, a higiene é precária e/ou falta noções de higiene. A solução para diminuir esse número de óbitos é simples, somente, o incentivo ao aleitamento materno. (Amaral; Basso apud Campestrini, 2009, p.20)

Porém em determinadas situações de enfermidade tanto da mãe quanto do bebê, não é possível que o mesmo seja amamentado com leite materno.

Somente nesses casos salienta Euclydes (2005), a Organização Mundial da Saúde  recomenda que seja adotada a alimentação artificial quando a indicação do substituto for aceitável, factível, acessível, sustentável e segura (AFASS). Aceitável porque não existem barreiras culturais ou sociais; factível quando a mãe dispõe de tempo, conhecimento, habilidades e outros recursos necessários para adquirir, preparar e administrar a alimentação; acessível quando a mãe é capaz de custear a compra, o preparo e a estocagem de um substituto nutricionalmente adequado; sustentável quando existe a possibilidade contínua e ininterrupta de todos os recursos necessários e, segura quando a alimentação substituta, além de nutricionalmente adequada pode ser preparada, armazenada e administrada em condições higiênicas.

A mesma autora supracitada orienta que a primeira alternativa para a alimentação do recém-nascido na impossibilidade de ser amamentado pelo leite materno é o leite de doadora através de Banco de leite, quando disponível, porém sua utilização se restringe ao período em que o bebê permanece na maternidade e, por isso, nem sempre é considerada uma alternativa viável.

A autora não recomenda amamentação cruzada (amas de leite) porque é formalmente contraindicada, visto que qualquer pessoa com vida sexual ativa e que não faz uso de preservativo pode estar sujeita a ter o vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis ou mesmo ser usuária de drogas ilegais que podem ser transmitidas pela amamentação.

De acordo com os dizeres do IBFAN, International Baby Food Action Network (2004) crianças não amamentadas, além de perderem os benefícios propiciados pelos fatores tróficos e imunológicos do leite materno, são submetidas a riscos adicionais à saúde, seja por diluição ou concentração excessiva no preparo do leite industrializado, seja pela dificuldade de acesso a água potável e até mesmo pela contaminação intrínseca desses produtos.

O IBFAN segue esclarecendo que ao adquirirmos alimentos, principalmente se fabricados por empresas multinacionais renomadas, acreditamos que são isentos de risco por terem sido fabricados sob o mais rigoroso controle de qualidade. Em se tratando de alimentos infantis, muitas vezes temos a crença e a confiança de que são estéreis. Jamais pensamos, por exemplo, que uma fórmula infantil destinada a atender necessidades de um bebê possa estar contaminada por bactérias causadoras de doenças.

Para os lactentes, é apenas por meio da amamentação que se pode atender aos três princípios básicos da segurança alimentar: qualidade, quantidade e regularidade.

O leite materno deve ser a primeira escolha para a alimentação de crianças de 0 a 12 meses.

Nas situações em que não está indicado, deve ser substituído pelas fórmulas infantis conforme prescrição do profissional de saúde, observando-se com critério as particularidades de cada uma, bem como, levando em consideração cada uma das situações envolvidas, seja por problemas da mãe seja por problemas do bebê.

Além disso, o manipulador das preparações deve estar atento aos critérios higiênicos sanitários envolvidos neste processo com o intuito de evitar ao máximo a contaminação por microrganismos.

 

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